Criado em 1944, o FMI tem como missão fundamental reduzir o desequilíbrio das balanças de pagamentos dos países-membros mediante a concessão de créditos procedentes de seus próprios recursos e a estabilização do câmbio. A adesão ao FMI implica a aceitação de uma carta monetária internacional que impõe aos estados-membros obrigações relativas à estabilidade e à conversibilidade monetária.
Banco Mundial.
O Banco Mundial foi criado em 1944, na conferência de Bretton Woods, da mesma forma que o FMI. Tem entre seus objetivos conceder créditos a países subdesenvolvidos para o financiamento de projetos e facilitar-lhes ajuda técnica. Integram o Banco Mundial ou Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD); a Corporação Financeira Internacional (CFI), criada em 1956 para complementar a ação do BIRD, especialmente na criação e expansão de empresas privadas; e a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), constituída em 1960 para a concessão de empréstimos em melhores condições que as oferecidas pelo BIRD.
Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT).
Conhecido universalmente pelas iniciais de sua denominação inglesa (General Agreement on Tariffs and Trade), o GATT foi criado em Genebra, em outubro de 1947. Seus objetivos fundamentais são o fomento dos acordos de redução tarifária, a supressão de barreiras aos intercâmbios comerciais e a eliminação de discriminações nesse campo. O GATT consolidou-se como organização que rege o comércio mundial.
Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento.
A United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD) foi criada em 1964, para levar as reivindicações dos países subdesenvolvidos aos países industrializados.
Organização de Alimentação e Agricultura.
Conhecida também por sua sigla em inglês, a Food and Agriculture Organization (FAO) foi fundada em Québec, Canadá, em 1945, e tem sede em Roma. Seu objetivo principal é o incremento da produtividade mundial dos setores agrícola, florestal e pesqueiro.
Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Estabelecida em 1919, a OIT passou a fazer parte das Nações Unidas em 1946. Encontram-se entre seus objetivos a promoção do pleno emprego, a melhoria dos níveis de vida, o estabelecimento de políticas que incentivem uma divisão equitativa da renda, o reconhecimento do direito à negociação coletiva e, em geral, o trabalho em favor da justiça social.
Organização para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Fundada em 1946, a UNESCO tem por finalidade aprofundar a relação entre todos os povos do mundo por meio da educação, da ciência e da cultura. Tem sede em Paris e promove freqüentes campanhas de esclarecimento da opinião pública. Assumiu a defesa de muitos dos grandes temas do século XX, como a universalização das oportunidades educacionais, a democratização das artes, os direitos da mulher e de todas as minorias discriminadas.
Organização Mundial de Saúde (OMS).
A OMS foi criada em 1946 e tem sede em Genebra. Colabora com os organismos encarregados das questões sanitárias de todos os países, particularmente os subdesenvolvidos. Empenha-se em obras de socorro e assistência direta a comunidades atingidas por todo tipo de catástrofe natural, guerra civil, epidemias etc.
A estrutura geral de todos os organismos especializados é semelhante. Cada um deles tem uma conferência geral em que todos os membros estão representados. Essa conferência elege um conselho executivo, que se encarrega de propor iniciativas e de cumprir as decisões da conferência geral. Cada organismo tem uma secretaria permanente, com um diretor. Muitos organismos têm subcomissões regionais que operam em diferentes partes do mundo.
Direito internacional.
Em novembro de 1947, a Assembléia Geral estabeleceu a Comissão de Direito Internacional com vistas a codificar progressivamente as leis que regem as relações internacionais, inclusive questões pertinentes ao direito dos tratados e ao direito marítimo. Ocupa-se também de estudos sobre os procedimentos judiciais, sobre a jurisdição internacional no que concerne ao direito penal e sobre o conceito, a definição e as especificações da agressão entre os estados.
Indicadores econômicos e sociais
Variáveis quantitativas que permitem a comparação de aspectos sociais e econômicos de determinadas áreas, por exemplo, países ou estados. O indicador econômico reflete o estado de uma economia durante um determinado período. Como exemplo, podem ser citados o Produto Interno Bruto (PIB), a renda per capita e a inflação. Já o indicador social quantifica a qualidade de vida e o desenvolvimento social de uma população. Entre os mais conhecidos estão a mortalidade infantil, o analfabetismo e a taxa de desemprego.
Como se trata de uma média, um indicador sozinho não reflete a realidade de uma região. Por exemplo, se um país apresenta uma alta renda per capita, sua população não necessariamente vive bem, pois essa renda pode estar mal-distribuída. Somente a comparação de vários indicadores é que fornecerão um quadro mais próximo da realidade da área analisada.
O levantamento de dados estatísticos socioeconômicos é feito, em geral, por órgãos dos governos nacionais, estaduais ou municipais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil. Instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e os vários órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) - como a Unesco, FAO e OMS - são as principais fontes de indicadores comparativos em nível mundial.
Expectativa de vida - Estimativa do tempo de vida que a criança, ao nascer, terá. Nos países mais desenvolvidos, os homens vivem em média, 71,2 anos e as mulheres, 78,6 anos. Nos menos desenvolvidos, as médias de idade caem para 62,4 e 65,3, respectivamente.
Exportações e importações - Valor monetário de todos os bens e serviços que um país vende ou compra do resto do mundo. Quanto maior o valor dessa participação, maior é a dependência do país em relação à economia internacional.
Fecundidade - Estimativa anual do número de filhos que cada mulher teria durante seu período reprodutivo. Considera os filhos nascidos vivos e as mulheres entre 15 e 49 anos. A média nos países mais desenvolvidos é de 1,71 filhos por mulher e, nos menos desenvolvidos, 3,29.
Força de trabalho - Total da população economicamente ativa, ou seja, as pessoas que geram riquezas para o país. Inclui, além dos trabalhadores, as Forças Armadas e os desempregados. Exclui os trabalhadores domésticos, os voluntários não-remunerados e os empregados no setor informal.
Índice de desenvolvimento humano (IDH) - Desenvolvimento da população de um país em três aspectos: vida longa e saudável, conhecimento e padrão de vida decente. Os indicadores que representam essas condições são: expectativa de vida, grau de escolaridade e renda per capita da população. O IDH é uma média simples desses três indicadores, variando em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida. Quanto mais próximo de 0, pior ela é.
Índice de Pobreza Humana (IPH) - Indica a privação da população de um país em três elementos essenciais: longevidade, conhecimento e padrão de vida adequado. O primeiro elemento é dado pela porcentagem de pessoas que não esperam sobreviver aos 40 anos, e o segundo, pela porcentagem de adultos analfabetos. O terceiro elemento é formado por três variáveis: o total de pessoas sem acesso à água potável, o número de adultos sem acesso aos serviços de saúde e o total de crianças com menos de cinco anos subnutridas. O IPH é dado a partir de uma média simples desses três elementos. Quanto maior a porcentagem obtida, maior a pobreza do país.
Mortalidade infantil - Número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período. A média nos países mais desenvolvidos é de nove mortes por mil nascidos vivos e, nos menos desenvolvidos, 63.
Oferta diária de calorias -Mede o equivalente, em calorias, da oferta líquida de alimentos de um país, dividido pelo número de habitantes, por dia.
Paridade de poder de compra (PPP) -A quantidade de moeda do país que é necessária para comprar o mesmo que um dólar americano (moeda de referência) pode comprar nos Estados Unidos.
Participação no PIB - Indica o porcentual com que cada estado contribui para o PIB do Brasil.
PIB - Representa o produto interno bruto da economia de um país. É a soma do valor monetário final de bens e serviços produzidos dentro do país. Mede sua capacidade produtiva: quanto mais alto o PIB, mais rico ele é.
PNB
Compreende o PIB mais o rendimento líquido do exterior. Esses rendimentos são pagamentos que os residentes do país recebem do exterior, e que contribuem para a economia interna.
População com 1º grau -Porcentagem da população que completou ou está cursando o 1º grau (ensino básico).
PNUD
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ou PNUD) é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem por mandato promover o desenvolvimento e eliminar a pobreza no mundo. Entre outras atividades, o PNUD produz relatórios e estudos sobre o desenvolvimento humano sustentável e as condições de vida das populações, bem como executa projetos que contribuam para melhorar essas condições de vida, nos 166 países onde possui representação. É conhecido por elaborar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), bem como por ser o organismo internacional que coordena o trabalho das demais agências, fundos e programas das Nações Unidas - conjuntamente conhecidas como Sistema ONU - nos países onde está presente.
Além disso, o PNUD dissemina as metas de desenvolvimento do milênio, conjunto de 8 objectivos, 18 metas e 48 indicadores para o desenvolvimento do mundo, a serem cumpridos até 2015, definidas pelos países membros da ONU em 2000, e monitora o progresso dos países rumo ao seu alcance.
AID - Associação Internacional de Desenvolvimento
Criada em 24 de setembro de 1960, a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) é o organismo do Banco Mundial que fornece empréstimos sem juros e subsídios aos países mais pobres. Suas intervenções visam a apoiar o crescimento econômico, reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida das populações.
Os empréstimos da AID são de longo prazo e sem juros. Servem para financiar programas que reforçam as políticas, as instituições, as infra-estruturas e o capital humano para que os países possam se desenvolver de maneira equitativa e ecologicamente sustentável. Os subsídios da AID são destinados aos países pobres vulneráveis ao endividamento excessivo ou com surtos de HIV/Aids ou atingidos por catástrofes naturais.
Quem pode ser beneficiado
Três fatores determinam a possibilidade de um país ser um receptor de recursos da AID:
A PNB per capita do país deve ser de menos de 965 dólares americanos por ano.
A falta de solvência do país, o que impede o país de adquirir empréstimos com as taxas praticadas pelo mercado, o que torna imprescindível a obtenção de recursos para financiar seu desenvolvimento.
Um bom desempenho em matéria de adoção de políticas, ou seja, a colocação em prática de obras políticas, econômicas e sociais que incentivem o crescimento econômico e reduzam a pobreza.
Os países que podem receber recursos da AID porque possuem baixo PNB per capita, tais como Indonésia e Índia, mas possuem crédito internacional para captarem empréstimos do mercado, são chamados de países com financiamento misto.
segunda-feira, 21 de março de 2011
AS REGIÕES DA ONU
domingo, 20 de março de 2011
REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL
Espaço Mundial - pode ser dividido e classificado com o uso de vários critérios, visto sob perspectivas diferentes pode-se interpretá-lo de diversas formas.
Regionalizar = dividir – pode ser feita de diversas formas: elementos naturais, políticos, sociais...
DIVISÃO POR CONTINENTES
ZONAS CLIMÁTICAS
Vegetação
CONFLITO QUE LEVOU A 1ª G.M.
Multipolarização = antes da 2ª G.M. - em vários pólos ou centros de poder que disputavam a hegemonia: a Inglaterra, a França,; os Estados Unidos, que já se tornara uma potência no continente americano, o Japão e a Rússia.
Bipolarização = dois pólos ou centros de poder, que durou cerca de 45 anos, desde o final da Segunda Guerra Mundial até por volta de 1991. O final da Segunda Guerra trouxe um novo cenário: as potências européias estavam arrasadas; o Japão também saiu arrasado da guerra e perdeu as áreas que havia conquistado no Oriente.
Duas novas potências mundiais - Estados Unidos e a União Soviética - passaram a dividir o mundo entre si.
O mundo bipolar foi marcado pela disputa entre o capitalismo e o socialismo.
O Primeiro Mundo era formado pelos países capitalistas ricos, desenvolvidos como os Estados Unidos, Japão e países da Europa Ocidental, por exemplo, Alemanha, França e Inglaterra.
O Segundo mundo pelos países socialistas liderados pela União Soviética;
O Terceiro pelos países pobres, subdesenvolvidos.
No final dos anos 80, as experiências socialistas praticamente desapareceram e com elas foi-se junto o 2º mundo. Começando com as Repúblicas Bálticas, Estônia, Letônia e Lituânia se espalhando por todo o país depois as Repúblicas Soviéticas tornaram-se independentes. Temendo as conseqüências desse processo Gorbatchev cria a Comunidade dos Estados Independentes que substituiria o regime centralizado de Moscou. Até hoje essa organização encontra-se indefinida e há muitos conflitos com a Rússia.
O fim da Guerra Fria, o declínio econômico relativo dos Estados Unidos e da União Soviética, a unificação econômica e política da Europa, o crescimento econômico do Japão, o surgimento dos tigres asiáticos e o rápido desenvolvimento das reformas chinesas liquidaram com a bipolaridade que opunha Estados Unidos e União Soviética. Embora os Estados Unidos se mantenham como uma superpotência militar, o mundo tende para uma multipolaridade econômica e política que pode evoluir também para uma multipolaridade militar.
Com a crise do mundo socialista, aumenta a oposição entre o Norte industrializado e o Sul subdesenvolvido. Isso porque deixa de haver o conflito Leste-Oeste, ou seja, entre o socialismo real e o capitalismo. As duas potências tinham, nas últimas décadas, um poderio avassalador e quase nenhum conflito importante no plano mundial deixava de ter a participação direta ou indireta delas.
Divisão Norte-Sul – Divisão simbólica para caracterizar as diferenças de riqueza e renda entre os países do chamado Primeiro Mundo, a maioria situada ao norte do equador, e os países pobres do Terceiro Mundo, a maior parte deles ao sul.
Países desenvolvidos = São altamente consumistas isto é percebido sobretudo devido ao poder aquisitivo elevado da sociedade e a grande quantidade produtos com tecnologia avançada, que são lançados no mercado a cada ano.
A democracia existe de fato nas nações desenvolvidas, e consiste num Estado de direito que resulta de reivindicações permanentes por parte dos cidadãos. A democracia é um processo contínuo de invenção e reivindicações de novos direitos.
Os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Os impostos cobrados são direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc., isto foi possível graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático.
Países que no passado foram colônias de exploração de países colonizadores e que devido ao fato de não receberem investimentos e atenção dos colonizadores, possuem hoje sérios problemas socioeconômicos.
Colônia de Exploração:
- Baixo nível de industrialização, com exceção de alguns países como: Brasil, México, os Dragões Asiáticos;
- Dependência econômica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas;
- Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico;
- Rede de transporte e meios de comunicação deficientes;
- Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra;
- População Ativa empregada principalmente nos setores primários ou no setor terciário em atividades marginais (camelôs, trabalhadores sem carteira assinada etc). Exemplo: Brasil, Etiópia, Uruguai;
- Cidades com crescimento muito rápido e cercada por bairros pobres e miseráveis;
- Baixo nível de vida da maioria da população;
- Crescimento populacional elevado;
- Elevada taxa de natalidade e mortalidade infantil;
- Expectativa de vida baixa.
Países Emergentes
Classificações realizadas pelo FMI e ONU:
Laranja - Economias Emergentes
Vermelho - Economias Subdesenvolvidas

Países recentemente industrializados
Existem países subdesenvolvidos que são fortemente industrializados como é o caso do Brasil, México, Argentina, Dragões Asiáticos, etc. A industrialização existente nesses países na verdade é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultuosos. Um exemplo nítido de expansão industrial é o caso dos Dragões Asiáticos que evoluíram enormemente nas últimas décadas, principalmente no setor industrial através do capital e tecnologia japonesa.
Alguns fatores atraem esses investimentos estrangeiros para os países subdesenvolvidos, como:
- Mão-de-obra barata e numerosa;
- Muitas vezes são isentos de pagamento de impostos;
- Doação de terrenos por parte do governo;
- Remessa de lucro das transnacionais para a sede dessas empresas;
- Legislação flexível.
Todos os países do Sul ou do Terceiro Mundo são economicamente dependentes dos países desenvolvidos.
Tais dependências manifestam-se das seguintes maneiras:
Endividamento externo; relações comerciais desfavoráveis (exportação de produtos primários não industrializados como gêneros agrícolas café, açúcar, algodão, etc., e minérios de ferro, cobre, manganês, etc. As importações, por sua vez, consistem basicamente em artigos manufaturados (industrializados), material bélico e produto de tecnologia avançada (aviões, computadores, máquinas automatizadas, etc.). Tais relações mostram-se desvantajosas, pois os artigos importados têm os preços bem mais altos que os exportados.
Forte influência de empresas estrangeiras. Nos países subdesenvolvidos, boa parte das principais empresas industriais, comerciais, mineradoras e até agrícolas é de propriedade estrangeira, possuindo matriz nos países desenvolvidos (multinacionais). Uma grande parcela do lucro dessas empresas é remetida para as matrizes, o que provoca acentuada descapitalização nos países do Terceiro Mundo.
Grandes Desigualdades Sociais
Em todos os países subdesenvolvidos, a diferença entre ricos e pobres é muito acentuada, bem maior que nos países desenvolvidos ou do Norte. Dessa forma a população de baixa renda acaba tendo sérios problemas de subnutrição, falta de moradia, inadequado atendimento médico-hospitalar, insuficiência de escolas, etc.








